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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

No Brasil, aleitamento materno exclusivo só acontece para 41% dos bebês menores de 6 meses


Apenas 41% dos bebês menores de 6 meses no país são alimentados exclusivamente com leite materno, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A taxa é semelhante à média mundial, calculada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em menos de 40%, mas é bem abaixo do percentual ideal definido pela organização - entre 90% e 100% das crianças nessa faixa etária.

No primeiro dia da Semana Mundial da Amamentação, o Ministério da Saúde informou que a estratégia deste ano será conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, o hábito precisa de apoio de todos – família, profissionais de saúde e empregadores, entre outros.
Na abertura do evento, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vai lançar o Guia dos Direitos da Gestante, em conjunto com o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A publicação é voltada para a capacitação de agentes multiplicadores com a função de transmitir informações sobre o direito das mães à amamentação.

Um dos Objetivos do Milênio ratificados pelo Brasil é reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade infantil entre menores de 5 anos. De acordo com a OMS, o aleitamento materno exclusivo é capaz de diminuir em até um quinto as mortes nessa faixa etária.
Segundo o ministério, o leite materno é tudo o que o bebê precisa até os seis meses. É um alimento de fácil digestão que funciona como vacina, protegendo a criança contra doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Para as mães, a amamentação contribui para a perda de peso após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, reduzindo o risco de hemorragia e de anemia. O aleitamento também diminui as chances de desenvolver diabetes, câncer de mama e de ovário.
Fonte: OMS

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Amamentação pode prevenir sintomas da asma em bebês

Alimentar o bebê exclusivamente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida reduz os riscos de sintomas relacionados à asma, afirma um estudo publicado no European Respiratory Journal. Segundo a pesquisa, não amamentar o bebê ou inserir outros tipos de líquidos e alimentos sólidos na dieta nesse período diminui a proteção das crianças contra tais sintomas.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, do Centro Médico Erasmus, na Holanda, usaram questionários para coletar dados de mais de 5.000 crianças. A ideia era descobrir se nos primeiros 12 meses de vida elas haviam sido amamentadas, quando a amamentação havia sido interrompida e se algum outro tipo de leite ou sólido havia sido introduzido na dieta dos bebês. Mais questionários foram respondidos quando as crianças completaram um, dois, três e quatro anos, para checar se havia algum sinal de sintomas relacionados à asma.

Os resultados mostraram que crianças que nunca foram amamentadas tinham um risco aumentado de chiado no peito, falta de ar, tosse seca e catarro persistente durante os primeiros quatro anos, quando comparadas àquelas que tinham amamentado por mais de seis meses. As relações mais fortes foram vistas com chiado e catarro persistente, sendo que as crianças eram 1,4 e 1,5 vezes mais suscetíveis a desenvolver esses sintomas se não tivessem sido amamentadas.

Crianças que eram alimentadas com outros tipos de leite ou alimentos sólidos durante os quatro primeiros meses - como uma forma de complementar a amamentação - também tinham mais riscos de chiado, falta de ar, tosse seca e catarro persistente durante os quatro primeiros meses, quando comparadas àquelas que só amamentaram.

Os pesquisadores encontraram ainda evidências de que os primeiros sintomas relacionados à asma ocorrem mais cedo se as crianças não são amamentadas exclusivamente ou por pouco tempo.
Fonte: Revista Veja